A Microsoft está prestes a puxar a tomada do Windows 7, mas ainda não é exatamente o fim

Lançado no final de 2009, o Windows 7 foi o xodó de muitos usuários por um bom período. Tanto por suceder o desastroso Vista quando por anteceder o questionável 8, aquela variante manteve seu destaque até que recebemos o Windows 10 em 2015. E, apesar de ainda rodar em um bom número de PCs, a Microsoft já definiu uma data para puxar a tomada da versão 7: 14 de janeiro de 2020.

Depois dessa data, considera-se finalizado o chamado período de “suporte estendido”, o que significa que usuários domésticos irão parar de receber atualizações. Apesar de o sistema permanecer funcional, as ameaças de vírus e outros ataques virtuais passam a ser cada vez maiores, tornando o uso contínuo menos recomendado. Além disso, desenvolvedores em geral podem parar de dar suporte ao sistema em novas versões de seus softwares.

Em resumo: a tendência é que o Windows 7 comece a ser minado até seu esquecimento, como aconteceu com o popularíssimo Windows XP. O caminho natural é a atualização para o atual Windows 10, e usuários que ainda não o fizeram certamente estão sendo bombardeados com mensagens indicando esse destino.

Mas a extinção não acontecerá de forma tão veloz para todos: para empresas, que normalmente enfrentam maiores dificuldades em grandes migrações de sistema, a Microsoft oferecerá, através de parceiros autorizados, as chamadas “Atualizações Estendidas de Segurança”.

Elas virão com um custo: tomando como base o Windows 7 Pro, receber esse adicional custará 50 dólares (cerca de R$210) por máquina no primeiro ano, 100 dólares no segundo e 200 no terceiro.

Uma postagem oficial do mês de setembro detalha os planos da Microsoft, que claramente inclina seus consumidores a escolherem o Windows mais atual, e pagamento dessas taxas certamente serve como um empurrãozinho.

Estima-se que o Windows 7 ainda rode em mais de 30% dos PCs conectados à Web, o que ratifica a necessidade de planos estendidos de suporte. Nesse ranking, o Windows 10 ocuparia uma primeira colocação não muito distante, com mais de 40%. Sua relativa estabilidade e o número reduzido de problemas, entretanto, parecem um bom convite ao menos para que usuários domésticos não precisem relutar tanto.

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